Assalto ao Banco do Brasil: 1 ano depois

Doze meses se passaram desde que a única agência do Banco do Brasil de Buritis foi destruída em um assalto. Apesar do tempo e a existência de outras prestadoras de serviço bancário na cidade, os moradores convivem com as consequências da ação dos criminosos.

A opção para os moradores que mantém suas contas na instituição é o Banco Postal, dos Correios, ou a casa lotérica. “Os Correios estão atendendo, mas tem dia que não tem dinheiro. Aí tem que esperar alguém depositar para poder sacar. Recentemente a lotérica reduziu o valor de saque para R$ 100 diários o que limita pagamentos de contas ou compras”, reclama a empresária Cléria Márcia.

Segundo o gerente comercial Wallace Douglas Ferreira, a falta do atendimento integral da agência bancária tem atrapalhado a economia da cidade. “Quem vai sacar em Unaí, distante 153 km, lá mesmo faz as compras. Além de não encontrarmos mais o dinheiro em espécie rodando na cidade”, observou.

Para receber seu benefício, a senhora Vera Lúcia, moradora da zona rural, precisa levantar às 5h da manhã para garantir seu lugar na fila dos Correios que inicia seu expediente às 9h. “Todos os dias a filas estão enormes. Aguardamos horas, já cheguei a ficar o dia todo esperando e não ser atendida por falta de dinheiro ou o sistema estar indisponível. Como preciso do serviço volto no outro dia. Além do desgaste tem os gastos”.

A agência atualmente realiza serviços de atendimento gerenciais até às 15h e disponibilizou até às 18h dois caixas de autoatendimento, sem opção para saque. Através de uma nota a assessoria do Banco do Brasil informou que estão cumprindo com normas exigidas pela Polícia Federal e buscam celeridade na prestação dos seus serviços. “Esclarecemos que enquanto instituição financeira, o BB cumpre normas quanto aos seus aspectos de segurança física, e por esta razão não pode movimentar numerário até que toda infraestrutura, equipamentos e sistemas de segurança danificados no incidente sejam reparados ou substituídos”.

11 de outubro de 2016

O prédio do banco foi alvo de criminosos em 11 de outubro de 2016. Um grupo formado por 10 a 12 pessoas explodiram a agência do Banco do Brasil e da Caixa Econômica. O quartel militar foi alvejado a tiros, mas nenhum militar foi ferido. A estrutura das duas agências ficou danificada com o impacto, e o barulho de tiros e explosões assustou os moradores da região.

Na manhã do crime a polícia encontrou dois carros usados durante a ação. Um Toyota Corolla preto e um GM Cruze prata foram localizados abandonados na Vila Serrana. Os veículos foram roubados na cidade de Uberlândia-MG.

Sete meses após a explosão um carro-forte foi alvo de assalto, próximo ao km 25, na BR-251, em Unaí, distante 153 km de Buritis. Durante operação a polícia prendeu três homens, de 36, 37 e 47 anos, suspeitos de envolvimento no crime. Junto com eles foram apreendidos R$ 426 mil, armas e munições. Ainda segundo a Polícia Militar de Unaí, os criminosos são suspeitos de cometerem roubos a bancos em Minas Gerais, Goiás, Bahia e outras regiões do Nordeste.

Os crimes se tornaram recorrentes na região. O caso mais recente foi em Riachinho onde cerca de dez criminosos explodiram os caixas eletrônicos da agência do Banco do Brasil na madrugada de terça-feira (3). Durante rastreamento, um carro abandonado foi localizado na região de Uruana de Minas com pistas que levou a prisão de três homens suspeitos de participarem da ação criminosa. A agência não informou a quantia levada, mas esclareceu que os caixas eletrônicos estavam com pouco dinheiro, porque não tinham sido abastecidos.